O Metro de Lisboa tem quatro linhas, 50 estações e um sistema de bilhetes que confunde muita gente na primeira viagem: há cartão de papel, zapping, passes mensais e, desde há pouco, o próprio cartão bancário. Este guia explica, sem rodeios, o que comprar consoante o tipo de viagem, como passar os torniquetes e as regras que convém conhecer.
Cada linha tem uma cor e um símbolo: Azul (Reboleira – Santa Apolónia), Amarela (Odivelas – Rato), Verde (Telheiras – Cais do Sodré) e Vermelha (Aeroporto – São Sebastião). As linhas cruzam-se em seis estações — Baixa-Chiado, Marquês de Pombal, São Sebastião, Alameda, Saldanha e Campo Grande — e quase todas as viagens na cidade resolvem-se com, no máximo, uma mudança.
Nos painéis, o que importa é o sentido: o nome da estação final da linha naquela direção. Se está no Rossio e quer ir para norte na linha Verde, siga "Telheiras"; se quer ir para o rio, "Cais do Sodré".
Para quem não tem passe, a base é o cartão navegante ocasional: um cartão de papel, amarelo, que se compra nas máquinas automáticas ou nas bilheteiras de qualquer estação. Custa 0,50 € e é válido durante um ano a partir do primeiro carregamento. Substituiu o antigo cartão Viva Viagem, e os títulos que se carregavam neste continuam a ser os mesmos.
O cartão não é o bilhete: é o suporte onde se carrega o título. Guarde-o, porque pode recarregá-lo em todas as viagens seguintes. Cada pessoa precisa do seu cartão — não é possível passar duas pessoas no torniquete com o mesmo.
O Metro de Lisboa aceita cartão bancário contactless (Visa, Mastercard) nos validadores assinalados, e também o telemóvel ou o relógio com o cartão associado (Apple Pay, Google Pay). Basta encostar o cartão ao validador à entrada e também à saída, porque o sistema é fechado.
Cada viagem é válida em toda a rede do Metro, mas não inclui correspondência com os autocarros e elétricos da Carris. Tal como no cartão de papel, cada passageiro tem de usar um cartão diferente. É a opção mais cómoda para quem chega ao aeroporto e vai fazer uma ou duas viagens; para vários dias, o zapping ou o bilhete de 24 horas costumam sair mais em conta.
Quem usa o transporte todos os dias deve olhar para os passes navegante, carregados num cartão personalizado (com fotografia, pedido nas lojas navegante/Metro). O passe navegante municipal custa 30 € por mês e cobre todos os transportes dentro do concelho de Lisboa; o navegante metropolitano, 40 €, abrange os 18 municípios da área metropolitana, incluindo comboios, barcos e autocarros.
Há modalidades com desconto ou gratuitas para crianças, estudantes, seniores e famílias (navegante 12, sub23, +65, família). As condições mudam com alguma frequência e dependem da idade e do concelho de residência, por isso confirme sempre no site navegante.pt ou numa loja antes de pedir o cartão.
À entrada, encoste o cartão ao leitor e a porta abre. Em muitas estações também é preciso validar à saída — guarde o cartão à mão até sair. Depois dos torniquetes, siga as placas com a cor da linha e o nome da estação final no sentido em que quer viajar.
Nas correspondências não se volta a validar: siga os painéis com a cor da próxima linha. Algumas mudanças, como a da Alameda ou a da Baixa-Chiado, implicam corredores e escadas rolantes longas; conte com alguns minutos a pé.
O metro funciona todos os dias das 6h30 à 1h, incluindo fins de semana e feriados. O último comboio de cada estação varia; na dúvida, entre antes das 0h30. Nas horas de ponta passa um comboio a cada 4 a 6 minutos; fora delas, a espera habitual é de 6 a 10 minutos, e à noite pode chegar aos 12.
Malas de viagem entram sem problema, desde que não bloqueiem portas nem corredores. Bicicletas podem viajar, no máximo duas por carruagem, evitando comboios cheios; as dobráveis contam como bagagem. Trotinetes vão desligadas e na mão. Animais de companhia viajam acondicionados em caixa ou transportadora; cães-guia entram sempre.
O metro de Lisboa é seguro, mas as linhas que servem zonas turísticas — sobretudo a Azul e a Verde na Baixa — atraem carteiristas. Mantenha a carteira e o telemóvel em bolsos fechados, especialmente junto às portas. Deixe sair antes de entrar e, nas escadas rolantes, fique do lado direito para quem tem pressa passar pela esquerda.
Em caso de dúvida, os funcionários de colete junto aos torniquetes ajudam; nos cais há intercomunicadores de emergência. Objetos esquecidos são tratados pelo serviço de Perdidos e Achados do Metro.
Para poucas viagens espalhadas por vários dias, o zapping no cartão navegante ocasional. Para quatro ou mais viagens no mesmo dia, o bilhete de 24 horas. Para residentes, o passe navegante mensal.
Sim, o bilhete simples Carris/Metro vale no metro e na Carris (autocarros e elétricos) durante 1 hora após a primeira validação.
Não na mesma viagem: cada passageiro precisa do seu próprio cartão (navegante ou bancário) para passar o torniquete.
O Viva Viagem foi substituído pelo navegante ocasional. Um cartão antigo dentro da validade continua a funcionar com os mesmos títulos, mas os cartões novos já são navegante.
Horários, tarifas e regras podem mudar. Confirme sempre nos canais oficiais e na sinalética da estação.